Os deputados do PS-Madeira na Assembleia da República fizeram uma triste figura no dia da votação do Orçamento de Estado.
Estes cavalheiros resolveram "marcar uma posição" - defensores, que afirmam ser, do eleitorado que depositou neles o voto - e avisaram de peito feito que não votariam a favor do Orçamento proposto pelo Governo de José Sócrates. Antes, abster-se-iam para que nas discussões na especialidade fosse alterado um ou outro detalhe respeitante às verbas a atribuir à Região Autónoma da Madeira. Uma vez feitas as ditas emendas, votariam então a favor.
Mas esta pujança foi sol de pouca dura.
Nos segundos antes de entrar para o parlamento, José Sócrates, confrontado com esta intenção de voto dos socialistas madeirenses, fez má cara e disse qualquer coisa como "com a disciplina de voto não se brinca, nós levamos isso muito a sério".
Escusado será dizer que os valentões Maximiano Martins, Júlia Caré e Jacinto Serrão meteram o rabinho entre as pernas e foi vê-los todos bem comportados e sentadinhos, a assobiar para o lado, quando o Presidente inquiriu "Quem vota contra? Quem se abstém?"...
Respeitinho é bom, e eu gosto. E o Sócrates nem se fala.
Não deixa de ter graça que este episódio tenha acontecido com quem sempre aponta o dedo acusador à opressão exercida pelo Presidente do Governo Madeirense (e sus muchachos) a tudo e a todos.
Na Madeira vive-se um clima de terror e intimidação permanentes? Não sei, mas parece que no PS nacional sim...
Perderam, portanto, uma grande oportunidade de estar calados.

2 comentários:
Eu acho que não é defeito os deputados do partido socialista na AR votarem a favor do orçamento de estado. Não acho isso mal, nem uma traição aos madeirenses nem nada dessas asneiras próprias de quem como diz a sra dona minha avó tem "pensamento curto". Acho que a disciplina partidária é algo que tem que existir.. especialmente no que diz respeito ao orçamento de estado que é seguramente o momento onde toda a politica do governo é colocada em prática, opções são tomadas em deterimento de outras, no fundo é onde se faz politica de facto. A estupidez desta questão reside no facto de passarem para a opinião publica que iriam votar contra e como é obvio quando o engenheiro pinto de sousa ( lindo.. ) lhes caiu em cima.. porem a cabeça debaixo da areia.
António, tem paciência mas aí discordo completamente da tua opinião. Se fosse assim, bastava ter um marmanjo de cada partido no parlamento ou na assembleia, e cada um teria o voto corrigido à sua representatividade. Se tens lá 20 ou 30 marmanjos é porque a opinião pessoal de cada um é válida, e não só a do partido, certo?. Irrita-me profundamente essas mentalidades dos rebanhos, se o lider decide para ali, todos os outros se têm q anular. Discordo. Para isso estava lá apenas o líder e poupava-se muito dinheirinho do estado!
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