Só Santana Lopes era capaz de se sentir pronto a revisitar o lado mais exposto da arena política após ter recusado continuar uma entrevista. Estou certo que as suas tendências megalomaníacas filtraram o coro de apoio à sua atitude, inteiramente relacionado com a escolha de maus critérios editoriais e não com um qualquer atestado de aptidão política – há muito desacreditado pelos seus escassos mas caóticos meses de governação, como um suplicar do país ao retorno do menino guerreiro. Esta interpretação messiânica deveria à partida excluí-lo do processo de escolha partidário mas, na realidade, só fundamenta as preocupações de alguns sinceros reticentes, apelidados por muitos de mediana inteligência como os que só falam e nada fazem, que o PSD esteja a enveredar numa fórmula de populismo que já provou poder ter consequências nefastas. Para os que duvidavam que Menezes se rodeava de uma entourage de personagens menos recomendáveis, aqui fica a prova. Esperava-se que o partido tivesse aprendido a sua lição e que não reincidisse em erros passados mas hoje voltamos a verificar que, apesar dos estragos feitos no passado e após uma anímica mas responsável presidência, o PSD tornou a escolher uma liderança que conduzirá inevitavelmente a uma total capitulação da credibilidade política.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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3 comentários:
Entre uma oposição pseudo-intelectual, politicamente correcta, pactuante e amorfa; e uma oposição populista, aguerrida, com uma sincera motivação de ganhar o poder, eu escolho, sem hesitações a segunda!
Concordo Tonito
Hmmmm...permitam-me, se possível, invadir o espaço do vosso blog e vos deixar aqui também com um pouco do meu bitaite. Essa opção, Manel, de que tu falas, torna-se um dos grande problemas deste país. O Português tipico prefere um gajo que fale bem, inflame pessoas em discursos, que se dane que se contradiga de 15 em 15 dias, que ofereça máquinas de lavar roupa pelos votos, do que um indiviuo sério, ponderado, coerente, só que apagado e pouco carismático. Com isto não estou a dizer que Marques Mendes seja um arauto das qualidades atrás descritas, nem que Luis Filipe Menezes seja o cúmulo do populismo (até pq esse título pertence ao inagualável Portas). Só para vos
dizer que o populismo (por muito na moda) não deverá ser o futuro deste país.... E que passa pelos eleitores demonstrarem-no.... E tenho grande infelicidade de ver o regresso à pseudo-ribalta de um dos indivíduos que mais negativamente marcou este país: Pedro Santana Lopes. Mas, quanto a isso, a ver vamos...
Mas não se iludam, se me permitem, ó hostes sociais democratas: Nestas eleições PSD, só se decidiu 1 coisa --> quem é que terá a infelicidade de levar a machadada das Legislativas 2009.... E quem pode gerir melhor o status quo antes da mesma.
1 Abraço, e Muito Parabéns pelo Blog!
Filipe Perneta
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